Em uma década, o empreendedorismo cresceu 11,5%. País deve bater recorde em 2015 com profissionais apostando no segmento
Com a crise econômica, cada vez mais profissionais têm optado por investir em negócios próprios, retomando a prática do empreendedorismo por necessidade. Líder mundial no ranking do empreendedorismo, Brasil deve bater recorde em 2015 com profissionais que estão apostando em um negócio próprio.

Três em cada dez brasileiros adultos entre 18 e 64 anos possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio, segundo dados do Sebrae e do IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade de Produtividade). Em uma década, o empreendedorismo cresceu 11,5%.

Mas será que essa é a melhor saída para todos? As especialistas Adriana Thomazinho, gerente de RH, e as consultoras de RH Talita Castro e Márcia Vecchi, todas da equipe da Luandre, rede de agências de RH, dão cinco dicas para quem pretende entrar no empreendedorismo avaliar se tem o perfil para isso.

Segundo elas, na ausência de duas ou mais dessas características, é necessário rever com muito critério os planos e a equipe de administração do negócio, pois muitas vezes a pessoa tem talento para uma atividade, mas não para administrá-la, e precisará de alguém para fazer isso.

1. Ter capacidade de planejamento
Adriana Thomazinho, gerente de negócios, explica que em primeiro lugar é preciso estruturar a ideia do negócio. “O empreendedor precisa conhecer e entender integralmente todas as partes do negócio, suas estruturas funcionais e como elas se relacionam, para que possa direcioná-las para o crescimento e a obtenção de lucro”. Avaliar o mercado e seus concorrentes, reconhecer tendências e situações que podem afetar seu desempenho também são itens essenciais e que devem ser inclusos no planejamento.

Talita Castro, consultora de RH, complementa que é essencial estabelecer metas motivadoras e possíveis, que provoquem comprometimento, afinal a ideia central do planejamento é monitorar o próprio progresso e fazer ajustes, se necessário.  “Se criarmos o hábito de estabelecer prioridades já nas atividades diárias, notaremos reflexos no processo como um todo”.  Elaborar um plano criando metas e indicadores é uma boa base para enfrentar mudanças, instabilidades econômicas e imprevistos.

2. Ter liderança
A liderança está associada à capacidade de influenciar pessoas, por isso, o empreendedor deve inspirar seus colaboradores com conduta exemplar e atitude inovadora. “O líder deve ser um facilitador, demonstrando características de parceria e visão estratégica que consiga unir o foco do negócio alinhado à gestão de pessoas”, define Talita.

Para se tornar um bom líder, o empreendedor deve ouvir seus funcionários, revelando assim atitude acolhedora. “É de suma importância que ele compartilhe resultados, ideias e informações para que todos na equipe se sintam como parte ativa no processo, de maneira que possam contribuir com novas ideias, elevando o nível de comprometimento”, diz Talita.

3. Ser analítico e trabalhar com metas e resultados
Para a consultora Márcia Vecchi, o empreendedor deve ter raciocínio cauteloso e dedutivo para executar um planejamento de ações e estratégias. “O alcance das metas deve se apoiar na transparência dos objetivos. É primordial saber aonde se quer chegar”.

“O empreendedor também deve ser arrojado e ter capacidade de identificar novas oportunidades de lucro e negócios ao analisar dados de sua própria performance e do mercado”, diz Adriana Thomazinho.

4. Ter persuasão e habilidades interpessoais
É de extrema importância que o empreendedor apresente perseverança no seu negócio, mostre-se firme em seus propósitos, mesmo em situações adversas, mostrando flexibilidade em ajustes quando a situação demandar mudanças, dedicando-se plenamente e de forma entusiasmada ao seu negócio.

“O empreendedor deve ter tanta persuasão a ponto de ser capaz de entusiasmar a si mesmo em momentos adversos”, diz Talita Castro. “Ele deve contagiar com seu entusiasmo a equipe e seus clientes, convencendo-os de que seu negócio ou produto é uma boa oportunidade para todos”, afirma.

Segundo ela, conhecendo sua área de atuação, ele pode se aprimorar, se atualizar, sendo mais proativo, fazendo com que haja maior consistência no que está oferecendo. “Interagir com todos que estão ao seu redor com excelência é um ponto fundamental, e apresentar resiliência quando o negócio não estiver funcionando como esperado também.”

5. Ter iniciativa e coragem para enfrentar riscos
Adriana Thomazinho ressalta que os empreendedores têm que aliar criatividade com capacidade de tomada de decisões. “O empreendedor tem que criar soluções originais e explorar novas formas de pensar, analisando variáveis que influenciem no problema ou na solução, de forma estruturada e direta, assumindo riscos calculados e responsabilidade pelos resultados”, conta.

“É fundamental que ele busque constantemente informações sobre o mercado em que atua, atualizando-se, buscando novas técnicas gerenciais, criando mecanismos para aliviar os perigos”, diz Márcia Vecchi.

Segundo ela, o empreendedor deve ter como inerente às suas habilidades a capacidade de assumir riscos, pois eles fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a administrá-los. “Arriscar significa ter coragem para enfrentar desafios. O empreendedor é uma pessoa criativa, inovadora, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos, seu propósito está em conseguir lucro e crescimento, e todas essas características estão ligadas diretamente à sua automotivação.”

Fonte: Portal G1/Pequenas Empresas e Grandes Negócios.

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