Para atrair e manter bons profissionais, marcas escolhem benefícios que unem a visão do colaborador à cultura empresarial. Saiba como escolhê-los.

Google, Facebook, Nubank, Unilever… Olhe para qualquer marca desejada e você verá que ela sabe como usar os benefícios empresariais como uma ferramenta estratégica para atrair e reter os melhores profissionais. Isso não significa apenas criar uma lista de auxílios atraentes, mas continuar sempre modificando e atualizar as opções, de olho nos movimentos do mercado. 

Por isso mesmo, é muito importante que o empreendedor saiba escolher o benefício que vai oferecer. Esse pode ser o motivo para atrair um bom nome para sua vaga ou ver ele ser levado pela concorrência. Para isso, há uma série de detalhes que devem ser levados em conta. Cada vez mais, companhias focam em serviços e auxílios que possam melhorar a qualidade de vida do colaborador, bem como oferecer experiências que ele não teria em uma outra companhia. 

DNA DA MARCA E EMPLOYER BRANDING

Antes de tudo, é fundamental que o empresário tenha conhecimento do DNA de sua empresa e da ligação de seus colaboradores com ela. É preciso saber se eles estão satisfeitos com a cultura corporativa na qual eles já estão envolvidos. Para atrair e reter talentos, é importante que o interessado pela vaga se sinta atraído pelas remunerações extras oferecidas, mas que elas também traduzam a essência da marca. Uma empresa que valoriza a cultura, por exemplo, conseguirá reforçar essa mensagem ao oferecer um vale cultural.

Inclusive, essa cultura de benefícios aliada a um proveitoso ambiente de trabalho pode melhorar a reputação da empresa frente às concorrentes. Apostar no Employer Branding para atrair talentos também é apostar em práticas benéficas dentro do ambiente de trabalho. Por sua vez, esses diferenciais se tornam chamarizes de mentes brilhantes do mercado de trabalho.

LOFT SOUBE SE ADAPTAR AO HOME OFFICE

A pandemia é um ótimo exemplo de como empresas tiveram que adaptar as maneiras de atender as necessidades de cada pessoa. Loft, maior proptech da América Latina, respondeu a esta demanda de maneira estratégica. Por meio de pesquisas internas, seus colaboradores afirmaram que gostariam de continuar com o modelo flexível de trabalho, mesmo quando for possível retornar ao escritório.

A partir disso, a Loft criou o Fl@w, ou Freedom Living at Work. Nele, o colaborador define junto à sua liderança em qual modelo quer atuar: 100% remoto, flexível ou baseado no escritório. Essa mudança permitiu que as pessoas pudessem trabalhar em qualquer lugar – inclusive fora do país – e colaborar onde fizesse sentido para elas, desde que o escopo de suas atividades permitisse. 

A marca também reformulou sua política de benefícios e adotou o auxílio home office. Creditado mensalmente no cartão de benefícios da fornecedora Caju, o valor pode ser usado pelos colaboradores para pagar custos de telefonia, energia e internet e, também, comprar materiais e móveis necessários para montar uma infraestrutura adequada para o trabalho remoto. 

“Estamos vivendo novos cenários e queremos garantir que nossos benefícios sejam um reflexo disso. Pensando na diversidade das nossas pessoas colaboradoras e em seu momento de vida, ratificamos nossa cultura de autonomia, flexibilidade e responsabilidade, ao reformular o auxílio home office”, diz Renata Feijó, Diretora de RH da Loft.

REVELO FOCOU NA SAÚDE

Algumas empresas identificaram a pandemia como um momento importante para dar mais qualidade de vida para seus colaboradores. Esse foi o caso da Revelo, empresa de tecnologia no setor de recursos humanos. Procurando pelo bem-estar de seus profissionais durante a pandemia, a marca reforçou o uso de outros serviços focados na saúde tanto física quanto mental. Faz parte dessa lista o Zenklub, plataforma que oferece sessões de terapias com psicólogos on-line. Além disso, tem parceria com uma plataforma para acesso a academias.  

“Com o avançar na pandemia, o processo evoluiu e as necessidades também, agora, passamos a oferecer um auxílio que chamamos de auxílio home office”, afirma Beatriz Ambrosio, líder de Relações Públicas da Revelo. O cartão pode ser usado em estabelecimentos físicos e também pela internet. No total, a marca dispõe a cada colaborador, cerca de R$ 700 para esse benefício e R$ 200 como um saldo livre. 

Para os colaboradores que optassem por dedicar o tempo livre para estudar, a empresa possui o Revelo UP. “Este é o programa de financiamento estudantil que oferecemos internamente e que estendemos para nossos funcionários. Financiamos até 250 reais por mês em cursos em escolas parceiras”, conta Beatriz.

COMO DEFINIR OS BENEFÍCIOS?

Em primeiro lugar, é essencial que o setor de recursos humanos saiba o que os colaboradores gostariam de receber como bonificações. Claro, desde que respeitem os valores e a visão da empresa. Um questionário pode facilitar muito nesse processo. Então, caberá avaliar como implementar esses benefícios. Eles serão atividades realizadas dentro da empresa? Será um cartão de auxílio flexível que dá liberdade ao colaborador investir nas categorias que mais o interessam?

Trate essa iniciativa como um verdadeiro projeto. Avalie o caixa e defina um orçamento. Pesquise quais são as práticas de bonificações que outras empresas concorrentes estão utilizando. Mas, claro, tendo em mente que cada empresa possui valores, missão e visão muito particulares, assim como uma cultura organizacional que pode ser completamente distinta da concorrência. 

Nesse momento, é crucial ver se a ideia é permitida pela lei. Conte com um bom advogado trabalhista que possa verificar todas as funções da empresa e o que seus acordos sindicais pontuam. Pode ocorrer, por exemplo, do valor mínimo dos “vales” obrigatórios (como vale transporte) mudarem conforme a profissão. Ou de algum ofício ter restrições quanto ao trabalho remoto. 

Depois de verificar tudo, busque os serviços terceirizados e companhias especializadas que ofereçam esses benefícios. E lembre-se: escolha marcas que também estejam alinhadas com a visão da sua empresa, tenham boa reputação e já sejam reconhecidas no mercado.

Fonte: app.startse.com Por Emily Nery

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