Abrir uma empresa e ser dono do próprio negócio é uma meta compartilhada por milhares de cearenses, mas não são todos que têm coragem de realizar investimentos,elaborar planejamentos minuciosos e enfrentar a burocracia necessária para concretizar esse objetivo. De fato, mais do que saber produzir algo ou realizar um serviço e vendê-lo,os empreendedores precisam ter clareza quanto à administração financeira da empresa.

Os primeiros sinais de recuperação da economia também podem servir de estímulo para alguns. Na avaliação de Alice Mesquita, articuladora da unidade de atendimento integrada do Sebrae, também exerce influência sobre os empreendedores que queiram montar seus negócios a sensação de encerramento de um ciclo e início de um novo proporcionada pela virada do ano, em meio ao leve otimismo da população.

Mas tudo vai depender de como está o mercado no segmento em que se pretende ingressar – pode ser uma grande sacada ou o início de um grande problema. “Na crise, existem várias oportunidades, mas também há mercados muito ruins. Tem que analisar cada caso. Estamos em um momento de pequena melhora, mas depende do negócio”, alerta Marielle Baía, educadora financeira DSOP.

O primeiro passo a ser dado por quem tem intenção de começar a empreender, na avaliação de Alice Mesquita, é planejamento. “É entender por que quer abrir o negócio, onde quer chegar e que passos precisa dar para chegar lá. Aqui, inclui-se: qual o produto e/ou serviço quer oferecer? Quem vai comprar? Quanto as pessoas estariam dispostas a pagar para ter esse produto ou serviço?”, explica a articuladora do Sebrae.
Após essa primeira etapa, é preciso saber qual o investimento necessário para iniciar o negócio, lembrando de gastos para a aquisição de máquinas, equipamentos, materiais de consumo, pagamento de salários, pagamento de impostos, encargos e a retirada mensal do empresário. “É importante buscar algo que se identifique com o perfil do empreendedor e que ele entenda da gestão empresarial”.

Ela reforça que os empreendedores devam pesquisar quem são seus concorrentes para estabelecer um diferencial competitivo, e também quem são os fornecedores que atendam suas necessidades. “Tem que analisar se o negócio é viável e se debruçar sobre os números. Muita gente quer iniciar, mas não tem noção dessa parte, e acaba dando um passo maior que a perna”, acrescenta Marielle.

Para auxiliar nas etapas iniciais da formação da empresa, há instituições como Sebrae e aceleradoras de startups que ensinam os empreendedores a darem seus primeiros passos. “O empreendedor, para ter sucesso, deve fazer um orçamento considerando o investimento inicial, o capital de giro suficiente para segurar o negócio durante um tempo, prever em quanto tempo a empresa começará a dar lucro”, explica a educadora.

Ela recomenda cuidado na hora de fazer um empréstimo para investir no negócio. “Se um empreendedor pega R$ 10 mil com um banco, gasta e não consegue o retorno a tempo, vai 􀂡car endividado. Se ele não buscar melhores preços com fornecedores, ou maneiras de reduzir os custos e ampliar os ganhos, vai ficar endividado. O que era para ser uma solução, pode se tornar um problema ainda maior”, pontua.

Tendências

Para evitar situações difíceis, é importante que o empreendedor fique atento à dinâmica do mercado para poder se ajustar conforme as novas tendências e continuar com um negócio competitivo. Para a articuladora Alice Mesquita, do Sebrae, há diversos segmentos que podem aparecer com chances de crescimento para 2018, mesmo em um ambiente ainda de crise econômica.

Na área de alimentação, por exemplo, Alice aponta que o segmento continua com perspectivas de crescimento, mas o foco deve ser de diferenciação, inserindo alimentos sem glúten ou lactose e opções veganas, por exemplo. “Há uma forte participação de produtos orgânicos, além do mercado 􀂡tness que passou a consumir uma alimentação diferenciada com produtos saudáveis”, explica.

Ela aponta ainda que o mercado da beleza continua em alta e passou a atingir fortemente o público masculino – além disso, também está exigindo da indústria de cosméticos a inserção de produtos naturais na formulação. Outro segmento em potencial é o de cervejaria artesanal, que passou a ter destaque com crescimento do consumo em 2017 e continuará em 2018, segundo Alice.

Também crescem negócios na área de mercado pet, tanto nos serviços em geral, alimentação, acessórios, como também os serviços de saúde animal com clínicas e tratamentos especializados. Da mesma forma, estão em alta os aplicativos com soluções práticas que facilitam a vida do consumidor, assim como o mercado de soluções digitais (vídeo aulas nas mais diversas áreas de capacitação.

Fonte: Diário do Nordeste

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