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Como limpar o nome sujo

Com a desaceleração da economia e o acesso ao crédito cada vez mais restrito, aumenta a inadimplência de empresas e consumidores

Um dos efeitos mais perversos da piora do cenário econômico, com inflação, juros e desemprego em aceleração, é o aumento da inadimplência. A cada notícia negativa, fica mais difícil pagar as contas em dia. De janeiro a agosto, segundo a Serasa Experian, as faturas em atraso subiram 16,9%. “Nos últimos anos, o consumidor se acostumou com o acesso fácil ao crédito, mas agora a realidade mudou e os bancos estão mais criteriosos”, diz Raphael Salmi, gerente de recuperação de crédito da Serasa Experian. “A negativação é uma medida drástica, que depende de quanto esse credor quer manter o relacionamento com o cliente.” No caso das empresas, o índice de inadimplência cresceu 13,3% no mesmo período e atingiu o maior patamar em três anos – metade das companhias em atividade no País está em atraso com suas dívidas. “Nessas situações, os devedores ficam mais nervosos e se tornam menos produtivos”, afirma Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. “O consumidor não pode ter vergonha de procurar o credor, que quer receber tanto quanto ele quer pagar. A negociação traz vantagens para ambas as partes.”

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