Em meio à crise financeira, repensar a gestão dos seus setores torna-se muito importante para qualquer empresa. Afinal, é preciso buscar formas de otimizar custos e despesas sem deixar cair a qualidade do produto ou serviço oferecido.

Por isso, uma das medidas que as empresas devem tomar para além da crise é implantar uma gestão tributária responsável e consciente, que consiga reduzir as despesas com tributos. Como a legislação tributária brasileira é complexa, cheia de nuances e redundâncias, é preciso compreender bem seu funcionamento para que se possa, através de uma boa gestão tributária, economizar no pagamento de impostos.

Foi pensando nisso que listamos aqui os principais tópicos que as PMEs precisam saber para melhorar sua gestão tributária. Quer pagar menos impostos? Não deixe de conferir essa lista:

Escolha o regime tributário

Primeiramente, uma gestão fiscal passa pela escolha do regime tributário no qual a empresa se enquadra. As micro e pequenas empresas podem, dependendo da área de atuação, optar pelo regime tributário Simples. Já as demais empresas possuem a opção de lucro presumido e de lucro real como regimes tributários.

No regime simples, o empresário recolhe apenas uma alíquota que engloba diversos impostos. Nas empresas que se enquadram no lucro presumido, prevê-se o lucro que será aferido e calcula-se os impostos sobre esse valor. Já naquelas que se enquadram no regime tributário de lucro real, observa-se o lucro aferido pela empresa e, sobre ele, calcula-se o quanto a empresa pagará de tributos.

Veja os impostos devidos pelas PMEs

Há uma variedade de tributos que as empresas precisam pagar. Como você viu, ao optar pelo pelo regime tributário simples, o recolhimento se dá em uma única alíquota que engloba todos. Já no lucro presumido ou lucro real, há basicamente 8 impostos que as empresas podem precisar pagar. São eles:

  • IRPJ: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica é cobrado sobre a renda aferida pela empresa no ano do exercício.
  • CSLL: a Contribuição Social sobre Lucro Líquido é paga sobre o faturamento líquido da empresa.
  • PIS/Pasep: é a contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público.
  • COFINS: é a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, e incide sobre a comercialização.
  • Contribuição Previdenciária: a contribuição para a seguridade social é paga na quota parte a cargo da pessoa jurídica empregadora sobre o valor do salário dos empregados.
  • IPI: o Imposto sobre Produtos Industrializados é pago sobre o produto industrializado por empresas que exercem essa atividade.
  • ICMS: o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços é cobrado das empresas que atuam com comercialização de produtos e que exijam transporte, circulação e comercialização entre os estados e municípios.
  • ISS: o Imposto sobre Serviços é devido por empresas que atuem com serviços ou por profissionais liberais – ou seja, que não são empregados, ainda que prestem serviço para outras pessoas pessoas jurídicas.

    Tenha uma boa gestão tributária

    Uma boa gestão tributária passa, necessariamente, por calcular, projetar e implementar o melhor regime tributário para a sua empresa de acordo com suas atividades e possibilidades. Ante a complexidade do sistema tributário nacional, um profissional de contabilidade é essencial para se alcançar uma economia pautada na legalidade e baseada em uma gestão tributária responsável.

    Fonte: Asis Projetos

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