O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a oferecer no site meu.inss.gov.br uma calculadora que lista os registros de contribuição do trabalhador e simula quanto tempo falta para que seja possível pedir aposentadoria por idade ou tempo de contribuição.

A novidade da plataforma é que, a partir de agora, todo o período de contribuição do segurado é mostrado de forma automática. Antes, o trabalhador tinha que, com todas as carteiras de trabalho em mãos, inserir os períodos de contribuição manualmente, para somente depois o portal calcular o tempo total de contribuição.

Para ter acesso ao serviço, o segurado deve realizar um cadastro simples, informando nome completo, CPF, data de nascimento e o nome completo da mãe. Em seguida, será fornecida uma senha provisória, que pode ser alterada imediatamente, por outra de escolha pessoal.

Depois desse processo, o segurado poderá conferir na tela todo o tempo de contribuição, com detalhes, como o nome da empresa empregadora e o tempo trabalhado em anos, meses e dias. A calculadora também informa quantos pontos ele tem para conseguir a aposentadoria por tempo de contribuição, levando em conta a fórmula 85/95 – em que a soma de idade e do tempo de contribuição deve somar 85 (mulheres) ou 95 (homens) – para a aposentadoria integral.

Reforma. O lançamento da ferramenta ocorre dias depois de o governo anunciar oficialmente a suspensão da tramitação da reforma da Previdência no Congresso, devido ao decreto de intervenção federal no do Rio de Janeiro.

A proposta de emenda à Constituição (PEC), que deve ficar parada até o fim deste ano, endurece as regras para se aposentar e mira sobretudo aumentar a idade mínima para atingir o benefício. Pela proposta, o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral. Para os servidores públicos, o tempo mínimo continua sendo de 25 anos. O servidor público tem estabilidade e, por isso, teria condição de contribuir por um tempo maior. Nos dois casos, quem quiser receber o valor integral da aposentadoria terá de contribuir por 40 anos.

Fonte: O Tempo – Economia

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