Não faz nem cinco anos que o Uber chegou ao Brasil e a empresa praticamente remodelou a forma de fazer negócios no País. O aplicativo, que prometia facilitar o transporte de pessoas em grandes cidades, tornou-se símbolo do conceito “economia compartilhada”. Seu nome virou sinônimo de mudança, eficiência e um novo modelo de trabalho. Hoje, a uberização está praticamente em todos os setores e é impossível imaginar o sucesso das organizações que não adequarem seus processos aos novos tempos.

O avanço da tecnologia fez com que os clientes buscassem e valorizassem produtos e serviços cada vez mais assertivos. Pesquisa da ClickSoftware com pessoas e organizações do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Austrália e Estados Unidos aponta que mais de 60% dos usuários não gostam de esperar por muito tempo entre o acionamento de um serviço e sua respectiva conclusão – impactando diretamente na experiência do usuário e na consequente avaliação da empresa.

Essa situação permitiu a guinada da economia compartilhada e da uberização na última década justamente por ser uma alternativa aos modelos burocráticos e ineficientes existentes na relação entre o usuário e a empresa. Se antes era necessário preencher uma série de requisitos para atender uma solicitação de serviço, como o contato inicial, cadastro, diagnóstico do problema e só depois a sua resolução, agora a situação se inverteu. Em pouco tempo e com o mínimo de interação humana, é possível prestar um serviço de forma rápida, segura e cômoda – auxiliando na fidelização entre marca e consumidor.

Além disso, esse conceito trouxe um item desejado por todos os empreendedores e profissionais: a possibilidade de aumentar o seu desempenho ao mesmo tempo em que reduz as despesas operacionais. Em outras palavras, a chance de “fazer mais com menos”. Com soluções inspiradas na economia compartilhada, a empresa pode retirar intermediários no contato com seu cliente ou até remodelar seu quadro de colaboradores, aumentando a qualidade do serviço sem interferir na folha salarial.

Evidentemente que uma mudança dessa não pode ser feita de uma hora para outra. A adaptação dos processos da empresa nos moldes da economia compartilhada precisa ser planejada, elaborada e feita com cuidado. Afinal, é uma mudança que impacta na própria cultura da organização. Para dar certo e ter os resultados esperados, é preciso que as portas estejam abertas para a transformação digital e a entrada cada vez maior das novas tecnologias que automatizam algumas situações e permitam que os colaboradores foquem nos problemas reais em suas rotinas de trabalho.

Ainda hoje discute-se os efeitos e tendências da uberização na economia mundial e na sobrevivência das empresas nos próximos anos. Contudo, é inegável que tornou-se um caminho sem volta. A utilização da tecnologia para simplificar o atendimento ao cliente e melhorar a prestação de serviços deixou de ser algo exclusivo para as grandes corporações. Agora, é item estratégico para garantir o crescimento em um cenário de intensa competitividade. – Jornal do Comércio

Fonte: www.jornaldocomercio.com

Veja Também

As autuações do Fisco podem aumentar em até 40% at... Em setembro, a Receita Federal do Brasil divulgou informações sobre os resultados dos lançamentos acumulados de créditos tributários de 2016. De acord...
JUCESP suspende o serviço de autenticação dos livr... A Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP) divulgou, em seu site http://www.institucional.jucesp.sp.gov.br, que o serviço de autenticação de li...
FIM DA PEJOTIZAÇÃO É ESPERADO EM REFORMA O fim da chamada “pejotização” de profissionais liberais graduados é esperado na reforma tributária. Pelo menos, essa é a expectativa da sócia do esc...
EMPRESA FLEXÍVEL? SAIBA O QUE FAZER PARA QUE OS PR... "Estes novos conceitos surgiram com as empresas de internet, como Google", explica o consultor da Leme Consultoria, Euclides Junior. Mas, para ter ...
EFD-REINF trará novos desafios para o departamento... O setor de departamento pessoal e recursos humanos das empresas brasileiras sofrerão impactos significativos já a partir de novembro de 2017 com a ent...
Contribuintes precisam ter atenção ao preencher da... O prazo começa no dia 1º de março e vai até o dia 29 de abril e, este ano, a Receita, além das informações dos cartões de crédito, dos cartórios e de ...

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta