Isso explica, por exemplo, o insucesso de muitos negócios, cujos empresários esquecem-se da importância da informação, do conhecimento e da experiência frente ao mercado. Carecendo das ferramentas mínimas de gestão e administração, estas pessoas correm riscos quando deveriam assumir riscos, o que um bom administrador optaria por fazer. O mesmo ocorre em diversos setores da economia envolvendo a indústria, comércio e serviços, tanto com empreendedores individuais como com profissionais liberais.

A falta de conhecimento da dinâmica do mercado e das ferramentas de gestão e administração comprometem o sucesso de centenas de milhares de negócios em todo o país.

Este desconhecimento condena estas empresas a estarem entre as últimas em produtividade e lucratividade, inviabilizando sua possibilidade de inovação, competitividade e sustentabilidade. Estas empresas lançam-se ao mercado como cordeiros frente a leões, e quando devorados perguntam-se: “Onde foi que eu errei?”

Ser o último em negócios não significa criar sua empresa em mercado ou segmento já liderado por outras, ou lançar seu produto após o da concorrência – significa não estar em condições de competir!

Vivemos em uma era de alta velocidade de informação e muitas empresas ainda se permitem ao custo de serem lentas!

Em uma era onde os consumidores demandam por produtos e serviços 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana) milhares de empresas ainda se permitem trabalhar no horário de conveniência delas e não no de seus clientes.

Em uma era onde precisamos reduzir os custos ao mesmo tempo em que precisamos aumentar o valor percebido por nossos clientes, muitas empresas acreditam que podem triunfar aplicando somente uma destas estratégias.

É incrível, mas em plena Economia da Experiência, ainda encontramos empresas que não se dedicam a encantar seus clientes fornecendo-lhes as experiências memoráveis e fidelizando-os.

No centro da Era da Convergência, onde o mercado demanda por soluções integradas e não isoladas, ainda encontramos empresas despreparadas para associar serviços aos seus produtos.

Falamos de sustentabilidade e muitas empresas esperam por uma legislação punitiva para tomarem as medidas mais simples de respeito ao meio ambiente.

Estamos cansados de ouvir os empregadores dizendo que as pessoas são o maior capital das empresas, mas estas mesmas pessoas continuam a não ser reconhecidas e remuneradas de acordo com sua importância.

Nossos melhores cientistas são requisitados pela Europa e Estados Unidos para lá realizarem suas pesquisas e descobertas; nossos melhores jogadores de futebol estão continuamente jogando fora do Brasil. E nós? Quais cientistas importamos para o Brasil, para aqui fazerem suas pesquisas e descobertas? Quais os grandes jogadores que contratamos para jogar no país na última década?

Há um problema comum em todas as questões que atingem empresas públicas e privadas no Brasil, falta de gestão estratégica. Observem que não é falta de planejamento estratégico, mas falta de gestão. Gestão inclui execução. Muitas empresas possuem o seu planejamento estratégico, seu plano de negócios, mas quantas, efetivamente, o executam com excelência?

Ainda há excesso de discurso e prática insuficiente, ainda somos muito retóricos.

Vencida a era da informação, instalou-se a era do conhecimento. Se antes o mercado era um lugar desafiador para todo e qualquer empreendedor, hoje ele é ainda mais seletivo. Se antes era possível vencer em função de existirem poucos concorrentes, hoje, em uma economia global com demandas atendidas por múltiplos canais de venda, incluindo o e-business, estamos concorrendo com todo mundo e com o mundo todo!

Empresas e profissionais brasileiros precisam acordar para o fato inequívoco de que no mundo dos negócios, os últimos serão sempre os últimos!

A sustentabilidade do nosso modelo de negócios está na ordem do dia. Reveja seus conceitos, mude suas atitudes e construa a melhor versão do futuro.

Fonte: Administradores.com.br
19/07/2011

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