A decisão de exportar deve situar-se em um quadro mais amplo do planejamento estratégico da empresa e da construção de sua visão de futuro. As empresas brasileiras de pequeno e médio porte raramente estão configuradas para conquistar seus clientes em outros países e pode ser um caminho árduo até que se consigam os primeiros resultados.

Cada mercado tem suas particularidades, mas vale comentar alguns pontos que podem ser de utilidade geral:

— Visite feiras no exterior – você vai conhecer seus potenciais futuros concorrentes e pode ter acesso a ideias e produtos, mesmo para o mercado interno.

— Avalie associar-se a outras empresas do mesmo segmento e apresentar um projeto à APEX- Agência de Promoção de Exportações (www.apex.gov.br). Para bons projetos, há recursos disponíveis.

— Desenvolva site e outros materiais de promoção em, pelo menos, inglês e espanhol. – Conheça as especificidades de cada mercado alvo e adéque seus produtos – frequentemente é necessário atender a normas de segurança, higiene e buscar certificações internacionais.

— É necessário constância de propósito, pois serão muitas barreiras a enfrentar. – Use a experiência de ser exportador para aprimorar-se como fornecedor no mercado interno.

— Tenha foco na escolha dos mercados alvo e produtos a exportar – considere concentrar-se em apenas parte de sua linha de produtos.

— Ao elaborar a lista de preços para exportação você deve usar dólares americanos ou euros e deve considerar as isenções de impostos e outros incentivos assim como os preços praticados pela concorrência em cada país.

— Existem calotes internacionais e é necessário proteger-se, normalmente exigindo pagamento antecipado, cartas de crédito ou seguro de crédito.

— Prepare-se para enfrentar barreiras.

— Procure os parceiros certos em cada país alvo.

Existem riscos a considerar e evitar: variações cambiais; encarar exportação como atividade de curto prazo; falta de conhecimento, disposição e flexibilidade para aprender; descuidar do mercado interno; falta de planejamento adequado; falta de seriedade, persistência e determinação.

De um lado, exportar é como vender no mercado interno: é preciso cuidar de preço, qualidade, pós venda, divulgação e distribuição. Por outro lado, exportar é diferente de vender no mercado interno: é longe, são outros costumes, outro idioma, a concorrência é maior, há mais exigências, menos tolerância ao erro. Apesar de todas as dificuldades, as empresas que tem sucesso na conquista de clientes fora do Brasil podem descortinar excelentes oportunidades de crescimento e atingir novos patamares de excelência.

Confira o artigo original no site da Endeavor

Veja Também

Emissor gratuito de NF-e e CT-e têm os dias contad... A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) informou, nessa última segunda-feira (18), que irá descontinuar a última versão dos seus emisso...
Parcelas exigidas pela adesão ao PERT em Setembro/... A adesão ao PERT – Programa Especial de Regularização Tributária em setembro/2017 exige atenção do contribuinte para o pagamento das parcelas cumulati...
EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL PRECISAM SE ATENTAR A... São aplicadas multas por omissão de informações em cada fase do sistema; FecomercioSP esclarece quais são as sanções Com a vigência do envio de in...
A reforma trabalhista foi sancionada. Meu contrato... A reforma trabalhista foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB). Daqui a quatro meses, a nova versão da Consolidaçã...
Os riscos de transmitir ao SPED arquivos “zerados”... De acordo com a Receita Federal, até as 23h59min do dia 30 de setembro de 2015 foram entregues 1.189.626 arquivos da Escrituração Contábil Fiscal (ECF...
Ponto Eletrônico – Prorrogação – (Notí... Resolveu alterar o prazo para o início da utilização obrigatória do REP, de 1º de setembro de 2011 para 3 de outubro de 2011.Esta medida será publicad...

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta