As novas regras do jogo

Está em vigor a reforma trabalhista, que muda direitos e deveres de trabalhadores e empresas privadas (a maioria dos funcionários públicos fica de fora). Há dúvidas se todas as regras vão se aplicar a quem já estava trabalhando antes. Leia e entenda o que vai acontecer na sua vida a partir de agora.

Estas são algumas das mudanças:

  • Acordo entre empresa e sindicato vale mais que a lei, mas há exceções (saiba quais clicando aqui)
  • As férias vão poder ser divididas em até três períodos
  • Banco de horas poderá ser feito por acordo individual
  • O tempo para almoçar poderá ser reduzido para 30 minutos
  • Funcionários poderão ser contratados sem hora fixa e ter salário variável
  • Qualquer um vai poder trabalhar 12 horas seguidas e descansar 36 horas, se houver acordo coletivo
  • Grávidas vão poder trabalhar em locais de perigo mínimo ou médio se, por vontade própria, apresentarem autorização médica
  • Mulheres amamentando só deixarão de trabalhar em locais perigosos se apresentarem atestado médico
  • Demissão pode ser por acordo, e o trabalhador ganha menos FGTS
  • Aumenta o rigor para entrar com uma ação trabalhista, e o trabalhador que perder uma ação também poderá ser obrigado a pagar as custas dela (clique aqui para saber mais)
  • Trabalho de casa fica regulamentado e tem de constar do contrato
  • O pagamento do imposto sindical anual é facultativo
  • A terceirização já tinha sido aprovada em março, mas a reforma traz uma proteção ao trabalhador (quem é demitido só pode ser terceirizado para a mesma empresa 18 meses depois)

Como sua rotina vai funcionar
O que vai acontecer com seu banco de horas, suas férias e outros direitos?

Vale o negociado

  • Acordos coletivos definidos entre empresas sindicatos poderão se sobrepor às leis
  • Texto lista pontos específicos em que isso valerá, como jornada de trabalho e almoço, por exemplo
  • Alguns pontos não podem ser retirados ou mudados por acordo. Clique aqui para ver quais

Férias divididas

  • Podem ser divididas em até 3 períodos
  • Nenhum deles pode ser menor do que 5 dias corridos
  • Um deles deve ser maior do que 14 dias corridos
  • Não podem começar nos 2 dias antes de um feriado ou do dia de descanso na semana
  • Divisão deve ser de comum acordo

Banco de horas

  • Banco de horas poderá ser feito por acordo individual entre funcionário e patrão.
  • Compensação das horas deverá ser em 6 meses, no máximo

Almoço

  • Intervalo da jornada (como almoço) pode ter menos do que 1 hora
  • Tempo mínimo é de 30 minutos, para jornadas com mais de 6 horas
  • Redução tem de ser definida por acordo ou convenção coletiva

Trabalho sem hora fixa

  • Nova forma de contratação: trabalho intermitente
  • Sem garantia de trabalho mínimo por mês
  • Empresa deve respeitar quarentena de 18 meses para trocar contrato por prazo indeterminado para um intermitente
  • Regra da quarentena só vale até dezembro de 2020
  • Ganha de acordo com as horas trabalhadas
  • Pode trabalhar para mais de uma empresa
  • Chefe deve chamar para serviço com pelo menos 3 dias de antecedência
  • Funcionário pode aceitar, ou não, mas tem até um dia útil para responder
  • Quem descumprir o combinado, paga multa de metade do valor do serviço

Trabalha 12 horas, descansa 36

  • Jornada 12×36 está liberada para qualquer atividade
  • Funcionário trabalha 12 horas e folga nas 36 horas seguintes
  • É necessário acordo escrito para jornada 12×36
  • Reforma também cria duas opções para jornada parcial:
  • Até 30 horas semanais, sem horas extras
  • Até 26 horas semanais, com até 6 horas extras
  • Trabalhador em jornada parcial terá 30 dias de férias
  • Gestante em área perigosa

  • Grávida pode trabalhar em condição insalubre de grau mínimo ou médio
  • Para isso, precisa apresentar atestado médico, autorizando o trabalho
  • Se insalubridade for de grau máximo, não pode trabalhar no local em hipótese alguma
  • Mulher amamentando pode trabalhar em local insalubre de qualquer grau
  • Para ser afastada, quem está amamentando deve apresentar atestado médico
  • Demissão por acordo

  • Nova possibilidade: funcionário e patrão acertam demissão de comum acordo
  • empregado perde o direito ao seguro-desemprego
  • ganha metade do aviso prévio e da multa do FGTS (recebe 20%)
  • Home-office

  • Teletrabalho (home-office) está regulamentado
  • Home-office e atividades devem constar no contrato de trabalho
  • Contrato deve definir quem é responsável pelos custos do material usado no trabalho
  • Fim do imposto sindical

  • O pagamento anual ao sindicato deixa de ser obrigatório e passa a ser opcional
  • Fonte: Uol – Economia

Veja Também

Distribuição de lucros aos sócios – Isenção de Imp... Os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular ou sócio de ME ou de EPP optante pelo regime do Simples Nacional são isentos do Imposto de Re...
Lei sancionada regulamenta rateio de gorjeta e tax... Bares e restaurantes terão que distribuir a gorjeta e a taxa de serviço entre seus trabalhadores. É o que determina a Lei 13.419/2017, sancionada nest...
Empresa que desconhecia gravidez de funcionária nã... Empresa desconhecia a gestação e que a empregada deixou escoar mais de um ano entre a demissão e a propositura da reclamação trabalhista. O juiz An...
NF-e 2.0 é obrigatória à partir de 01/04/2011 O especialista acrescenta que, entre as principais mudanças desse modelo, está uma adequação que permite registrar as operações praticadas pelos contr...
Conheça o Novo Anexo referente ao Simples Nacional... Anexo criado pela Lei Complementar n° 147/2014, traz a disposição sobre pagamento de ISS para os optantes do Simples Nacional, no qual diz que ativida...
Sped-NF-e: Divulgada Nota Técnica sobre Carta de C... A previsão para uso da CC-e é nos casos em que forem detectadas incorreções, após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, em que o emitente poderá ...

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta