A preocupação dos empresários com relação as pesadas multas que o Fisco aplica aos contribuintes vem aumentando desde o início de 2017.
Isso se deve por conta da aprovação da medida provisória 765/16, que cria um “bônus de eficiência” para os auditores-fiscais.
Com isso a preocupação maior é que cada vez mais empresas venham a ser notificadas, e penalizadas, e que se crie uma “indústria da multa” no Brasil.
Para o Fisco é muito bom, pois aumenta a arrecadação, e para os fiscais também, que ganham o bônus, mas para as empresas isso é péssimo.
As empresas no Brasil precisam se recuperar da crise, e é as empresas que tem de receber incentivos do governo, e não incentivar a prática de multas sobres as empresas.
Esse bônus de eficiência foi criado no momento errado, pois vai dificultar o crescimento das empresas e com isso o desenvolvimento econômico do país.
Durante o mês de Janeiro empresários se reuniram junto a senadores para discutir o assunto, mas o governo defende que o bônus de eficiência não visa o aumento da quantidade de multas que as empresas sofrem, e sim que está é uma forma encontrada para aumentar a eficácia nas fiscalizações.
Pensando de uma maneira mais abrangente, com a possível vinda da reforma tributária e trabalhista, todo o nosso sistema fiscal vai mudar, e é justamente nesta época de mudanças que as empresas têm mais chances de cometerem erros com relação aos tributos e declarações, e logo mais chances de serem autuadas.
E com a vinda desse bônus de eficiência, podem ter certeza que teremos muitas empresas notificadas.
Os empresários e seus órgãos representativos estão preocupados com esta situação, e com razão, em vez de as multas serem revertidas para os fiscais, elas poderiam ser usadas em fundos de investimentos as empresas, assim o dinheiro arrecadado voltaria a classe empresarial ou poderia ser tomada outra medida semelhante, enfim, poderia ser pensado mais nas empresas e não o contrário.
O programa de produtividade e o bônus de eficiência faz crescer também o medo das notificações injustas aos contribuintes, e caso isso ocorra, os custos no âmbito administrativo e judicial para reverter estes valores, são altos aos empresários.
Muitos especialistas dizem que o Brasil já está conseguindo sair da crise, mas estes efeitos só serão sentidos em 2018. Entretanto, se realmente for consolidada a dita indústria da multa, essa retomada de crescimento poderá vir a demorar mais tempo a se concretizar.
Fonte: Contabilidade na TV
Compartilhe nas redes!
Preencha o formulário abaixo para entrar em contato conosco!
Últimos Posts:
Categorias
Arquivos
Tags
Fique por dentro de tudo e não perca nada!
Preencha seu e-mail e receba na integra os próximos posts e conteúdos!
Compartilhe nas redes:
Posts Relacionados
Reforma da Renda: o que muda para você
A proposta de lei prestes a ser sancionada traz alterações relevantes no tratamento do imposto de renda das pessoas físicas, e é importante que você
O enigma no PL 1.087 e a possibilidade da distribuição de lucros acumulados até o fim de 2025 sem tributação
O Projeto de Lei 1.087/2025 traz uma possível oportunidade para empresas e sócios: a distribuição, sem tributação adicional, dos lucros acumulados até 31 de dezembro
Blindagem patrimonial: Quando o escudo vira armadilha jurídica
A blindagem patrimonial — prática que envolve organizar bens por meio de holdings ou outras estruturas para protegê-los de riscos — tem sido cada vez
Empresa não pode obrigar empregado a ‘vender’ parte de suas férias
A legislação trabalhista brasileira reforça que a conversão de parte das férias em dinheiro — o chamado abono pecuniário — é um direito exclusivo do
A reforma tributária exige revisão imediata dos contratos
A reforma tributária brasileira, já em fase de implementação, traz mudanças profundas na forma como tributos serão calculados, creditados e repassados entre empresas. Esse novo