Os funcionários dos sonhos das organizações têm mais habilidades em comum do que se imagina. Com base em sua experiência como consultor em grandes companhias, entre elas , o Boticário e Eletrolux, o especialista Alexandre Iwankio, da Iwankio Consulting, mapeou oito competências identificadas nos profissionais de sucesso.
Para ele, que há mais de dez anos oferece treinamento para a formação de gestores, tais qualidades são inerentes à personalidade de algumas pessoas, mas também podem ser cultivadas por quem ainda mantém posturas distantes deste modelo e sonha com a ascensão profissional.
De acordo com Alexandre, o caminho do crescimento passa pelo foco em resultados, compreensão do negócio, boa comunicação, capacidade de ouvir e muita vontade de aprender. “Colaboradores que seguem este padrão estão sempre em evidência, conseguem obter um desempenho e logo passam a ser vistos como referência pelos colegas, assumindo posições de liderança”, destaca.
É preciso olhar para si mesmo
O autoconhecimento está entre os pontos primordiais para se atingir o ápice das próprias competências, segundo Alexandre. A quem quer estar em meio aos profissionais de sucesso, o especialista recomenda passar os olhos pela lista a seguir e estar disposto a ativar o dispositivo da autocrítica a fim de descobrir em que precisa melhorar. “Busque saber como você desempenha cada função e que efeitos isso gera nas pessoas, nos processos e nos resultados. É por meio de reflexões assim que as mudanças acontecem”, diz.
Confira as oito competências comuns aos profissionais de sucesso:
1. Ele foca em resultados
Para Alexandre, o profissional de sucesso não restringe sua atenção ao próprio trabalho e está sempre preocupado com os benefícios que pode alcançar junto aos colegas. É por isso que geralmente pensa em projetos que podem não apenas impulsionar bons resultados por meio da função que realiza, como também tornar a vida de toda a equipe mais fácil.
2. Ele compreende o propósito do negócio
O “funcionário padrão” atua focado em um objetivo maior do que suas atividades cotidianas. Isso porque ele entende bem o propósito da organização na qual se insere e, assim, sabe sempre onde quer chegar. Segundo o consultor, esse perfil conhece bem a si mesmo, constrói uma trilha de carreira coerente e busca estar sempre em ambientes que estejam em conformidade com os seus princípios.
3. Ele traduz a mensagem para cada público
Outro ponto essencial para quem quer se destacar é se fazer entender por públicos diversos. Alexandre ressalta que as organizações são compostas por pessoas muito distintas no que diz respeito a níveis de formação e experiência, papéis, responsabilidades, interesses. Tentar se comunicar de uma maneira só mediante tanta diversidade não funciona.
Por isso, o profissional de sucesso compreende o que vai importar mais para quem ouve ao se colocar no lugar do outro. “Muita gente atribui um erro de uma mensagem ao interlocutor que não entendeu. Mas é preciso olhar para si mesmo e checar se é você que não se comunica da maneira certa”, explica.
4. Ele evita excessos de termos técnicos e jargões
“A comunicação não é para fazer você parecer inteligente, é para fazer outras pessoas entenderem a mensagem”, salienta o consultor. Sendo assim, quanto menos jargões e termos técnicos a pessoa utiliza, mais bem vista, empática e bem sucedida ela será na organização.
5. Ele ouve as pessoas
Ser ouvido e compreendido é fundamental, mas escutar também precisa fazer parte da rotina de um bom profissional. Alexandre orienta que é necessário estar sempre atento às demandas dos colegas, parceiros, clientes e fornecedores e destaca que este cuidado pode ajudar a identificar possíveis resistências a propostas e soluções inteligentes e eficazes. “As pessoas estão poucos dispostas a ouvir. Todo mundo tem uma série de ideias preconcebidas sobre uma porção de assuntos. Mas o ideal é que se aprenda a se despir delas”, defende.
6. Ele pensa no impacto das mudanças do processo nas pessoas
Quando transformações atingem um setor, o “funcionário modelo” é aquele que busca entender o impacto destas mudanças no dia a dia dos colaboradores e se coloca a pensar nesta transição considerando o elemento humano. Ele busca criar novas formas de fazer a mesma coisa, mas sempre de maneira inteligente e com muita reflexão.
7. Ele aprende constantemente
O bom profissional tem a consciência de que aprender nunca é demais e o que se sabe nunca é o bastante. Por isso é humilde e aberto a novas ideias, buscando participar sempre de conferências, cursos, e aproveita oportunidades de networking para compartilhar e se atualizar com gente de sua área.
8. Ele pratica coaching e mentoring
Oferecer mentoria profissional a outras pessoas tende a ajudar o próprio consultor a se conhecer. Por isso, para Alexandre, praticar coaching e mentoring é um bom caminho para se valer de trocas e também evoluir. Não por acaso, é uma das ações mais comuns entre profissionais de destaque, na visão do especialista.
Fonte: Gazeta do Povo
Compartilhe nas redes!
Preencha o formulário abaixo para entrar em contato conosco!
Últimos Posts:
Categorias
Arquivos
Tags
Fique por dentro de tudo e não perca nada!
Preencha seu e-mail e receba na integra os próximos posts e conteúdos!
Compartilhe nas redes:
Posts Relacionados
Rearp: veja condições e como aderir ao novo programa que permite atualizar valores de bens com imposto reduzido
REARP: programa permite atualizar BENS com tributação reduzida e regras específicas em 2026 O REARP é um regime que permite atualizar o valor de determinados
Todo ano, a mesma dúvida: onde encontrar o informe de rendimentos do INSS?
Informe de rendimentos do INSS: onde emitir o documento para o Imposto de Renda Com a aproximação do período de entrega do Imposto de Renda,
6 segredos do sucesso, na visão de grandes líderes do varejo
Grandes líderes do varejo mundial, reunidos no NRF Retail’s Big Show (evento realizado em Nova Iorque entre 11 e 13 de janeiro), compartilharam práticas que
Reforma tributária altera ambiente, mas não vilaniza holding familiar
Reforma tributária e HOLDING familiar: o ambiente muda, mas a estrutura não vira “vilã” Contexto O início da reforma tributária tem gerado dúvidas e levado
Limites constitucionais, contábeis e tributários da base de cálculo do ITCMD
ITCMD e quotas de holding: os limites do “valuation” fiscal e a discussão sobre GOODWILL Contexto Com as mudanças trazidas pela LC 227/2026, a base