Mas isso não importa muito, se não compararmos aquilo que recebemos de volta em qualidade de vida. No nosso caso, esperamos receber mais carnaval e mais futebol, logo em breve. Escolas, hospitais, estruturas de saneamento básico, melhores condições de trabalho e renda ou preocupações com controles ambientais, quase não passam pela nossa necessidade imediata. Queremos mesmo é muito mais festa. Isso é bom, afinal a clássica política do pão e circo, aqui virou só o circo.Enquanto isso, a realidade é chamada carinhosamente de “custo Brasil”. Que pena.

Para renovar seu guarda roupas, Dilma arrecada dezenas de tributos disfarçados entre contribuições, taxas, impostos e tantas outras formas, que é quase impossível termos o conhecimento correto daquilo que já devemos antes de nascermos. Tudo é dissimulado e dinâmico, como é dinâmico o conjunto de leis de nosso país, que são votadas nos corredores de Brasília, de acordo com a necessidade política imediata, considerando ainda três desejosos cobradores, a União, os Estados e os Municípios.

Essa fome absurda inviabiliza a construção de novas frentes de emprego, desestimulando investimentos seguros por parte do empresariado nacional.

A administração ou gestão tributária é complicada e ineficiente, abocanhando a energia do gestor desmotivando-o de seguir em frente em busca da eficiência econômica do seu negócio, pois se for acompanhar tantas normas, leis, instruções, atos ou decretos, acabará não trabalhando naquilo que realmente se obrigaria a fazer para melhorar os resultados.

E o pior é que no final, o mercado não absorve no preço de venda dos produtos, o repasse daquilo que o Governo deseja. E a economia sofre, o povo sofre e o governo ri.

Não podemos esquecer que ainda incide sobre tudo isso, o peso financeiro sobre o fluxo de caixa prejudicado pelo peso do ICMS que leva até mais de 20% do bruto, o IPI, COFINS e IR, Contribuição Social, INSS, FGTS, Contribuição Sindical, IPTU e IPVA entre outros, além de incidir também o custo dos serviços do departamento fiscal e contábil, que dedica todo o seu tempo a vigiar a porta da casa do Leão.

Não sei se é melhor dever para o Banco, para o Fornecedor ou para o Governo, ou fechar e sair de férias no exterior.

Assim, nos cabe como corajosos brasileiros, enquanto nem as fantasias, nem os Estádios ou nem os aeroportos estão prontos, adotarmos metodologias e planejamentos que permitam às empresas terem condições de se sustentarem a tantos Tsunamis fiscais.

No início de cada ano, obrigatoriamente, devemos rever nosso posicionamento, nossa forma de administrarmos os nossos pretensos resultados, no sentido de nos anteciparmos, vestindo armaduras de ferro contra mordidas de leão, ao invés de ficarmos reclamando, deitados na rede puída da varanda imaginária.

Esse planejamento permite às empresas sobreviverem praticando decisões estratégicas assertivas.

A consequência disso é a adequação de seus estoques às condições de caixa, de seus preços de venda na razão do atendimento às premissas comerciais de margens de lucro.

Buscar alternativas redutivas na engenharia fiscal, obtendo benefícios fiscais, reduções de impostos e melhores acordos com fornecedores e a boa leitura dos processos julgados com decisões favoráveis sobre inaplicabilidade de alguns impostos alterados nessa dinâmica legal, acompanhamento constante nas correções nos regimes tributários ou cancelamento das exigências fiscais, favorecerão muito o resultado financeiro da empresa, diminuindo as chances de fracasso.

Portanto, o estudo e a compreensão da área fiscal e jurídica da empresa, permitirá ao gestor, entender um pouco mais esse cenário, possibilitando a ele, negociar suas dívidas fiscais, dilatando o prazo de acordo com a necessidade do fluxo de caixa, excluindo impostos indevidos, multas aplicadas ou a cobrança de juros extorsivos, permitindo a sobrevida por mais um período longe do leão.

Pense nisso.

Carlos Giordano Júnior, Diretor Executivo no Mercado de Combustíveis

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